quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Uma história "de fibra" (literalmente)

Há algum tempo eu já tinha essa foto guardada aqui no meu computador para escrever um post a respeito de um tema que raramente eu toco no assunto por aqui mas que não só me interessa muito mas como também desperta toda a minha admiração pelo que foi a indústria automobilística genuinamente nacional. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like bacana na página do Facebook e de seguir o blog também. Desta maneira, você fica sabendo de tudo o que rola aqui no blog, visto que sempre há um post novo todos os dias. Os botões de curtir e seguir estão aqui a sua direita, bem rápidos e fáceis. Para seguir o blog é necessária apenas uma conta do Google, coisa que todo mundo tem hoje em dia. Além disso, a sua direita também há um botão para que você possa se inscrever em meu canal do Youtube, onde muitas novidades aparecerão em um futuro muito breve para somar com alguns vídeos que lá já existem. Clicando nesses botões e dando essa forcinha, você está prestigiando o blog de uma das melhores maneiras possíveis para que ele continue crescendo e mais pessoas possam conhecer todo o conteúdo que é postado aqui para todos aqueles que, assim como eu, são apaixonados pelo fantástico mundo do antigomobilismo com admiração pelo incrível universo dos Volkswagen refrigerados a ar.
Ainda que o blog não tenha nenhum fim político (e nunca terá), alguns fatos da nossa história são indiscutíveis quando falamos de grandes injustiças. A imagem que gera o tema do post de hoje mostra exatamente o tempo de ouro de uma história que poderia ter um fim (ou melhor, uma continuidade) muito mais interessante caso não houvesse tanta falta de incentivo, incompreensão, ganância e injustiça para quem muito poderia somar (mais do que as grandiosidades feitas em seu tempo de atuação) em nossa história do automóvel.
A foto que vocês veem ao final do post, como disse lá no início, está salva no meu computador faz tempo. Nela, é mostrada de uma forma panorâmica a linha de produção circular do Gurgel BR 800, ideia do próprio Amaral Gurgel, um dos maiores gênios da história do automóvel nacional. Amaral Gurgel foi um cara visionário e muito injustiçado em sua trajetória, diria eu até que foi um verdadeiro gênio por tudo o que fez. Seus carrinhos de fibra, em sua grande maioria, rodam até hoje dada a sua simplicidade e acerto na combinação de peças (que eram de tudo quanto é carro que era vendido na época). Na foto em questão, aparece a produção do BR 800, um carrinho que recebeu um motor boxer que, a grosso modo, era praticamente "meio motor 1600 de Fusca".
Veja:



6 comentários:

  1. As "4 grandes" faliram com a Gurgel quando essa começou a fazer motores próprios para o BR 800, ai de fato a Gurgel se tornou uma ameaça.

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    1. Exato. É um motorzinho que poderia sobreviver por um bom tempo ainda e, como os compactos já estavam mandando no mercado naquela época, o BR800 venderia muito.

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  2. Mais triste que o fim da fábrica Gurgel, foi o fim do próprio Gurgel, morreu com Alzhimer sem nem fazer ideia do quão revolucionário ele foi.

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    1. Infelizmente. O fim dele de fato foi muito triste. Um homem muito incompreendido.

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    2. Felizmente a Gurgel ainda tem muitos fãs que mantém a memória da fábrica viva.

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    3. Exato, principalmente a galera dos modelos 4x2 offroad.

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