quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Instalação de Hotspark e módulo de ignição assistida no motor VW a ar

O post de hoje com certeza vem para complementar o post que escrevi sobre o Hotspark e também sobre o post de otimização da curva de avanço do distribuidor. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like bacana na página do Facebook e de seguir o blog também. Fazendo isso, você fica sabendo de tudo o que rola aqui no blog, visto que há um post novo todos os dias. Os botões de curtir e seguir estão aqui a sua direita, bem rápidos e fáceis. Clicando nesses botões e dando essa forcinha, você está prestigiando o blog de uma das melhores maneiras possíveis para que ele continue crescendo.
Nos dias de hoje, muitas pessoas tem começado a ter interesse por algo que é muito interessante e que é o assunto que falamos todos os dias por aqui: O antigomobilismo. Essas pessoas que estão tendo esse interesse despertado nos últimos tempos tem buscado, com toda a cautela e com a ajuda da internet, um carro antigo para comprar e informações sobre ele. No entanto, existe um fator um pouco complicado que geralmente é proveniente da falta de experiência nesse fantástico universo que muitas vezes faz com que a transformação desse ideal de ter um carro antigo seja postergado por algum tempo: A insegurança.
A insegurança de comprar um carro antigo é muito relativa, eu diria. Muitas vezes o medo é de pagar muito caro em um carro que não vale tanto como se pede, ou de comprar um carro muito barato e encontrar problemas que foram mascarados no momento da compra ou até mesmo da durabilidade que um carro com tantos anos de vida pode ter. Esse último quesito pode ser desmascarado ou desmistificado de uma maneira muito simples: Se a grande maioria dos carros antigos ainda roda em plena forma com manutenções básicas, nós podemos ter a certeza de que um carro antigo com a manutenção em dia pode te levar a qualquer lugar com segurança e, acima de tudo, divertimento.
Mesmo assim, a gente sabe que é inegável que a indústria automobilística e a tecnologia na produção dos carros mudou muito com o passar dos anos e, para muitas pessoas, a garantia de durabilidade de um carro antigo está nas possíveis melhorias existentes no mercado para cada "setor" do clássico. O post de hoje mostra um tipo de melhoria que você, inseguro ou não, pode fazer de diversas maneiras diferentes a fim de melhorar a ignição do seu clássico. Ah, e além disso: A teoria é válida para praticamente qualquer motor (claro, sempre há um motor ou outro que conte com alguma peculiaridade que impeça ou altere a maneira com que essa melhoria pode ser feita) que conte com um distribuidor à platinado.
O vídeo que aparece ao final do post já vem de um velho conhecido aqui do blog que eu já disse por diversas vezes o quanto eu admiro o trabalho dele: O Paulo Fernando. Youtuber de mão cheia, o Paulo é um auto elétrico muito competente, com excelente didática, muito humilde e claro, antigomobilista de coração. No canal dele, vocês podem conferir diversos vídeos que tratam de mecânica e elétrica (inclusive de motos, que eu não entendo absolutamente nada), inclusive esse vídeo de hoje.
Nesses minutos de vídeo, o Paulo Fernando retira a ignição eletrônica com sensor hall que estava instalada em seu Gol BX (eita carrinho que anda) e retorna o distribuidor à platinado numa configuração diferenciada: Instalou um Hotspark e um módulo de ignição assistida, fabricado pelo Tonella, que é outro cara que eu admiro muito pela qualidade de seu trabalho.
Para quem não sabe, o Hotspark é um sensor instalado no lugar do platinado no distribuidor original que funciona simplesmente ligado na bobina e dá o pulso para o terminal negativo da bobina (o terminal 1) com mais precisão que um platinado, visto que não há um desgaste mecânico no Hotspark. A vantagem desse produto em relação à uma ignição eletrônica, por exemplo, é que não existe a necessidade de trocar o distribuidor e conserva-se a curva de avanço original do carro (característica do seu distribuidor original). A desvantagem, também compartilhada por qualquer ignição eletrônica, é que não existe mais a possibilidade de fazer o ajuste preciso do ponto estático, como numa configuração com platinado.
Já o módulo de ignição assistida é uma alternativa muito bacana para quem quer manter o platinado mas busca uma vida útil maior do componente e visa uma melhora na ignição. O módulo vai ligado no positivo da bobina (terminal 15, se você tiver dúvidas a respeito, leia o post sobre o sistema elétrico do Fusca que pode lhe ajudar), tem um terminal de negativo (terra) e mais outros dois fios, um que vai ligado ao fio do platinado, para que seja recebido o pulso no circuito e um outro fio ligado ao terminal negativo (terminal 1) da bobina. Desta maneira, o platinado funciona como uma espécie de sensor, sendo responsável apenas por enviar o pulso ao módulo e este, de certa forma, amplificar o sinal para o negativo da bobina. Desta feita, o platinado tem um desgaste menor e o módulo fica responsável por um pulso "mais eficiente" para a bobina, o que melhora significativamente a "qualidade da faísca".
Mas eu posso combinar o módulo de ignição assistida ao Hotspark?
Pode, claro, sem problema algum. As peças não são necessariamente vinculadas, mas elas funcionam de maneira combinada sem qualquer transtorno. A única diferença é que você vai atribuir o fio negativo do Hotspark como se fosse o fio do platinado (aquele verdinho que, originalmente, vai no terminal negativo da bobina), ligando-o no fio verde do módulo, que é responsável por receber o pulso. Já com um platinado e somente o módulo, o fio verde do módulo vai ligado ao fio verde do platinado. E o Hotspark "sozinho" é simples: Fio vermelho no terminal 15 da bobina, e o preto no terminal 1. Um detalhe importante é que você verifique a ligação da sua bobina, pois se esta estiver invertida, você pode queimar tudo na instalação.
Uma outra vantagem do módulo de ignição (não ligado ao Hotspark) é a possibilidade do acerto do ponto de ignição de forma estática por meio de um led que indica a continuidade, como um teste com o multímetro.
O vídeo é auto explicativo e, como disse antes, muito didático com o show de simpatia do Paulo Fernando.
Veja:




9 comentários:

  1. Pefeita explicação Jordan, ótimo texto como de costume. Muito obrigado por divulgar meu vídeo.

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    1. Eu é que lhe agradeço pela parceria de sempre!!

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  2. Eu imagino que, no Fusca ou na Brasília, essa instalação deva ser mais fácil ainda, uma vez que não precisa de "extensores" para a fiação.

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    1. Exatamente. No Fusca é super simples visto a proximidade da bobina com o distribuidor. No motor plano, dependendo da localização da bobina, a extensão do chicote também se faz obrigatória.

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    2. Mas esse módulo Tonella é o próprio quem fabrica??

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    3. Sim. Anteriormente era um outro modelo, e esse preto do vídeo é o modelo mais recente.

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    4. Então o cara é mais que mecânico e eletricista de autos??

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    5. Sim, ele é técnico em eletrônica também.

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    6. Por isso que ele é um "femônimo" das internets.

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