sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Uma solução pequena entre as "barcas"

Com certeza essa foto revela como eram a maioria das soluções nas relações peso x potência nos carros dos anos 50, 60, 70 e até mesmo dos anos 80. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like bacana na página do Facebook e de seguir o blog também. Desta maneira, você fica sabendo de tudo o que rola aqui no blog visto que sempre há um post novo todo dia. Os botões de curtir e seguir estão aqui a sua direita e, clicando neles, você está prestigiando o blog de uma das melhores maneiras possíveis. É uma grande força que você dá para a página.
Muitas vezes as pessoas que curtem mecânica e automóveis acabam tendo uma concepção errônea de muitos projetos de carros que aparecerem como lançamentos. Boa parte dessas pessoas simplesmente se apega a números e não observa o contexto do projeto, buscando entender a proposta que o carrinho foi criado. Pois bem, a foto que aparece ao final desse post mostra, de maneira discreta que um carro de motor "pequeno", pode ser sim um belo brinquedo.
Na ocasião em que fui ao Salão do Automóvel de São Paulo no ano passado, eu fiz questão de mostrar ao máximo todas as novas tecnologias que eu encontrava espalhadas pelo evento. Haviam câmbios cheios de tecnologia, carros híbridos e até mesmo motores bem pequenos que eram capazes de empurrar muito bem carros grandes e pesados. Para muita gente essa lógica de motores pequenos e carros grandes não pode bater (e realmente pode nos parecer um tanto inusitada num primeiro momento), mas na prática isso é bem possível nos dias de hoje.
Quando o nosso querido, simpático e durável Fusquinha foi lançado por aqui, lá nos anos 50, a solução adotada para atingir uma relação peso x potência satisfatória era praticamente novidade por aqui. Enquanto boa parte dos automóveis no Brasil e no mundo eram muito grandes, pesados e com motores enormes (a maioria partia de 6 cilindros) com um grande deslocamento, o Fusca e outros modelos que apareceram mais ou menos na mesma época (como os DKW, por exemplo), traziam uma proposta diferenciada: Motores pequenos, câmbios um pouco mais curtos e carros leves, a fim de desenvolver um melhor desempenho.
A foto que aparece ao final do post eu encontrei há alguns dias na internet. Nela, aparece um Karmann Ghia, esportivo VW a ar que também seguia a mesma teoria: Motor pequeno (os primeiros modelos eram 1200cc com apenas 36cv) porém muito leve, o que trazia números de potência bem interessantes para a época junto de diversos carros grandes nas ruas (que eu os carinhosamente chamei de "barcas" no título desse post), o que era muito comum de ser visto.
Veja:


6 comentários:

  1. Mas mesmo o Karmann Ghia sendo leve, o 1200 era pouco para ele, só melhorou quando a VW implantou em 1967 aqui no Brasil o 1500 da Kombi e mais tarde do Fuscão.

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    1. Sim! O 1500 caiu como uma luva no projeto do Karmann Ghia. Depois de 1600, ainda ganhou freios a disco, que melhoraram um tanto na segurança do carrinho.

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    2. Justamente esses dois Karmann Ghia, o 1500 e o 1600 que eu gosto mais, principalmente os últimos Karmanns nacionais de 1971/1972.

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    3. Eu gosto muito dos exemplares dos anos 60. Ainda que tenham freios a tambor nas quatro rodas, eu acho que as rodas de cinco furos combinam e muito com a carroceria..

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    4. Dos anos 60 eles podiam ter mantido a combinação de duas cores da carroceria, mas no fim da década de 60, início de 70 isso já estava em desuso, mas seria interessante um Karmann 1972 saia e blusa.

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    5. Exato. A pintura saia e blusa era um charme nos Karmann Ghia.

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