segunda-feira, 31 de outubro de 2016

1º Encontro AirCooled de Erechim/RS - 16/10/2016

É, o post acabou saindo com 15 dias de atraso em relação a data do evento, mas não faz mal, nunca se é tarde para se mostrar carros clássicos. Se você está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e de seguir o blog, tudo aqui a sua direita.
O mês de outubro de 2016 foi bem importante para a história desse blog. Este mês foi o único (pelo menos que eu me lembre e por uma olhada rápida nas estatísticas) que eu postei todos os dias, sem exceção. É pelo feedback positivo e pelo número de acessos diários que graças a Deus só sobe é que esse tipo de acontecimento se faz possível. Mais uma vez eu preciso agradecer imensamente à cada amigo que entra e participa dessa página sempre que pode.
O vídeo que aparece ao final do post de hoje vem de uma pessoa que geograficamente está longe de mim, mas está muito perto nas preferências no meio automotivo. O material de hoje vem diretamente do amigo e seguidor do blog Gelson Ostroski, lá do Rio Grande do Sul. Aliás, vocês ainda verão o nome dele algumas vezes nos próximos posts. O Gelson sempre foi um participante muito ativo aqui no blog e quando eu vi esse vídeo produzido por ele logo pedi autorização para postar, e ele não hesitou em autorizar.
Um encontro de antigos é sempre um momento de muito prazer para qualquer antigomobilista. Conversar, reencontrar e conhecer pessoas que tem o mesmo gosto ou até mesmo a mesma linha de pensamento que você é algo muito bacana, que pode gerar uma troca de experiências que é muito mais proveitosa que uma simples troca de mensagens. No dia 16 de outubro, o grupo que o Gelson participa promoveu o primeiro encontro, o "1º Encontro AirCooled de Erechim", uma belíssima cidade do RS. O vídeo foi hospedado no canal dele e eu já deixo registrada aqui a minha recomendação para que vocês se inscrevam.
O vídeo começa com uma visão do interno para o externo de sua Brasília, um carro cheio de particularidades e personalidade que aparecerá aqui no blog em um futuro muito próximo.
Quero agradecer ao Gelson pela presteza em autorizar o post do vídeo. É exatamente por esse tipo de pessoa, assim como você que lê este post, é que este blog cresce a cada dia.
Veja:

 

domingo, 30 de outubro de 2016

Fusca 1969 do Josiel: Um clássico do real e do virtual

Sim, o título está confuso, mas eu contarei a história desse belo Fusca para vocês. Se você já me deu a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e de seguir o blog também, tudo aqui a sua direita.
Muitas vezes, quando nós olhamos ao nosso redor, a cada dia notamos que mais pessoas acabam se restringindo e se importando somente com o mundo virtual, esse que uso agora para escrever esse post. No entanto, com o tempo algumas pessoas que se enquadram nesse meio, precisarão se lembrar que o contato físico, real e pessoal é mais do que importante para que as amizades virtuais sejam solidificadas. O post de hoje mostra que um contato virtual se torna muito mais forte a partir do momento que vira pessoal.
Pois bem, há pouco mais de um mês, o Josiel, proprietário desse belo Fusca 1969 que aparece nas fotos, me contatou após ler o post do Encontro de antigos do Pátio Cianê em sua edição de setembro. Naquela ocasião, ele me disse que encontrava dificuldades para comparecer ao evento, mas que torcia muito que uma das datas tornasse a sua presença possível. Na conversa, ele me enviou algumas fotos do seu Fusca e eu prometi que, assim que possível, as postaria aqui.
No entanto, na correria da vida e com alguns conteúdos sugeridos, contribuições e até mesmo algumas ideias de posts, esse belo Fusca bege acabou ficando na conversa e os dias passaram. A impressão que eu tinha era de que estava esquecendo de algo, mas não sabia exatamente do que para que eu postasse.
Após passados mais ou menos 30 dias, lá estava eu no Pátio Cianê cobrindo o evento do mês seguinte. Aquele dia gerou um post que deu um ótimo retorno e no seu contexto eu comentei sobre um belo Fusca dos anos 60 que vi mas não localizei o dono. Por algum motivo, aquele carro me chamou a atenção de maneira especial, tanto que fiz questão de descrever no post. Depois de publicado, o Josiel veio me contatar para contar que o carro era dele, e que era uma honra seu carro aparecer no blog (De forma alguma, o prazer é meu em postar os carros). Desta feita, prometi a ele que assim que pudesse faria o post do Fusca.
O Fusca dele é ano 1969 e tem a cara autêntica de um Fusca dos anos 60 cheio de detalhes clássicos. O carro tem vários acessórios de época, e ainda conta com um detalhe que, na minha opinião, casou bastante, que foi o retrovisor do modelo mexicano. Quem acessa o blog há mais tempo deve se lembrar do Fusca 1968 do Sr. José Benedito que, ainda que seja um carro um pouco parecido, lembra um pouco esse clássico pela cor. Esse carro foi achado após quatro anos de procura pelo Josiel e, como mostram as fotos, ele teve um excelente achado.
As primeiras fotos são as que ele me mandou, e as demais foram tiradas por mim no encontro. O curioso é que o carro dele foi até ícone do link do post no Facebook.
Preparem os babadores e protejam os teclados!!











Quero agradecer o Josiel a sua presteza e também por enviar as fotos!
Quer ver seu carro aqui no blog? Me mande um e-mail.

 

sábado, 29 de outubro de 2016

Propaganda da Puma: Países que importavam o esportivo

Depois de falar do MP Lafer, venho mesmo que tarde falar de outro ícone da nossa indústria automobilística. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar um like básico na página do Facebook e seguir o blog também, tudo aqui a sua direita.
Anteontem, como relatei aqui no primeiro parágrafo, eu falei um pouco sobre os anos 70 e 80 da nossa indústria automobilística e também sobre a estratégia adotada pelas nossas montadoras para suprir o nicho de mercado que havia sido deixado pelas marcas que apenas exportavam carros para o Brasil. Naquele post, eu trouxe para vocês um vídeo de um MP Lafer maravilhoso que roda, após quase 40 anos, em perfeito estado. Hoje é dia de falar sobre um carro que já apareceu aqui algumas vezes, seja pelos exemplares que já passaram por aqui ou até mesmo pelas peculiaridades que cada modelo dessa montadora tem, o Puma. As Pumas foram esportivos fabricados nos anos 60 (ainda com motor DKW), 70 e 80, onde fizeram muito sucesso pela solução da esportividade que o carro trazia sem muitos "segredos".
A primeira característica que me vem à cabeça quando falam para mim sobre Pumas é o material que constitui a sua carroceria: Fibra. A fibra que hoje é usada somente em parachoques, paralamas e outras peças de latarias era capaz de compor todo um Puma com exceção de sua plataforma, que claro, era compartilhada do nosso querido Fusquinha. Em virtude do material que o carro era montado, ele se tornava muito leve e, por esse motivo, era muito veloz mantendo apenas a configuração original e de melhor desempenho que um Fusca poderia oferecer: Um 1600 com dupla carburação e com uma peculiaridade: A dupla Solex 40. Outra peculiaridade mecânica dos Pumas refrigerados à ar (A Puma GTB, por exemplo, usava a mecânica do Opala, um verdadeiro foguete) era o escapamento, um modelo da Kadron que se tornou muito popular entre os Fuscas nos anos 70 e 80. Há poucos dias eu escrevi um post que detalha esse escapamento.
A propaganda que aparece ao final do post é da Puma, logicamente, mas ela trata de algo que é pouco falado, que é a exportação de Pumas que havia na época. Ainda que lá fora fosse muito mais fácil se ter um esportivo com um motor grande, a Puma fez sucesso dada a sua simplicidade, ar esportivo e bom desempenho em virtude da sua relação peso x potência. 
Essa nostálgica propaganda fala em detalhes quais eram os países que contavam com esse simpático carrinho de fibra nas ruas.
Veja:

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Fusca 1983 do Arthur: Esportividade e elegância em um único carro

Não, eu não estou exagerando no título desse post. Assim que você ver as fotos, vai entender o porque que elogio tanto esse carro. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e de seguir o blog também, tudo aqui a sua direita.
Durante esses quase 500 posts que já estão escritos aqui no blog, aos poucos eu fui tendo a oportunidade de mostrar carros diferentes ou até mesmo raros de serem vistos. Da linha VW, eu praticamente já consegui fotografar quase toda a linha, como Fuscas (muitos), Brasílias, Kombis, Variant, VW 1600 (Ou Zé do Caixão), SP2, TL, Pumas, MP Lafer e muitos outros carros, além daqueles que não compõem o universo AirCooled, como os DKW, Simca, Pontiac, e até o raro Dacon Nick, que apareceu aqui em 2012. No entanto, além da raridade dos modelos, muitos carros carregam consigo alguma motorização ou outra característica que é rara de se ver presente em um exemplar, algumas vezes, esse opcional de época torna-se uma peculiaridade até mesmo pela rejeição dos consumidores de um modelo.
Pois bem, esse belíssimo Fusca 1983 pertence ao Arthur. Ele me contatou há algumas semanas atrás para que eu pudesse postar o carro dele e, além de ser um carro muito bonito na estética, me chamou a atenção por aquilo que vi abaixo da tampa do motor. Esse Fusca é 1300 movido à àlcool. Nos anos 80 o uso do álcool como combustível nos carros veio a tona e quase todos os modelos aderiram após o percursor Fiat 147. Com a VW não foi diferente: A grande maioria dos primeiros Gol BX eram movidos à álcool e foi uma ideia que, naquela época, deu muito certo. No entanto, a VW não conseguiu acertar o motor boxer movido a etanol com uma carburação simples, desta feita, os Fuscas 1300 à álcool carregam consigo a peculiaridade de ser o único motor 1300 original com dupla carburação. Após isso, houveram alguns Fuscas 1600 também movidos à etanol com a mesma carburação.
Em virtude de naquela época acertar uma dupla carburação não era uma habilidade que todos os mecânicos tinham, muitos desses Fuscas foram convertidos em algum momento da sua vida para gasolina, e muitas vezes com carburação simples. Este carro do Arthur foi um "sobrevivente" desta era e conserva a sua motorização com muito fôlego. Este carro foi encontrado pelo Arthur há dois anos parado em um condomínio e, após a aquisição, ele começou a restauração do carro. A tapeçaria foi toda feita (e com muito capricho, diga-se de passagem) assim como outros detalhes. A vantagem é que ele pegou um carro muito íntegro, como mostram as fotos de antes da restauração.
Além disso, o motor 1300 hoje conta com um escapamento 4x2 (vulgo "Capetinha") sem abafador, além de um jogo de rodas Fuchs aro 17.
Preparem os babadores e protejam os teclados, pois tem Fusca bonito chegando!























Quero agradecer ao Arthur por mandar as fotos!
Quer ver seu carro aqui no blog? Me mande um e-mail. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Um MP Lafer espetacular!

Eu acredito que falei pouquíssimas vezes desse carro aqui, mas sem sombra de dúvidas é um ícone da indústria automobilística nacional. Se você está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e de seguir o blog logo abaixo, tudo aqui a sua direita.
A nossa indústria automobilística nacional desde o seu início passou por diversas fases. No início, a sua maior preocupação era a acessibilidade das pessoas para terem um carro, por mais simples que ele fosse. Quando os automóveis começaram a tomar conta do nosso país, começou a grande concorrência entre montadoras. Na época da crise do petróleo, as montadoras precisaram se adequar fabricando carros menores e com motores pequenos (o que já acontecia na VW com os Fuscas e derivados antes desse fato). Mas, de toda a história de nossa indústria nacional, com certeza o momento que exigiu mais "adaptação" e criatividade por parte das montadoras foram as décadas de 70 e principalmente de 80, quando as importações eram proibidas e as montadoras nacionais precisavam cobrir o nicho de mercado que houvera sido deixado pelas montadoras que não estavam instaladas no Brasil. Desta feita, nasceram muitos carros nacionais (principalmente esportivos) que fizeram muito sucesso por aqui e tinham um acabamento e muitas vezes um desempenho muito melhor perto dos carros que estávamos acostumados. O bacana é que esses carros geralmente tinham mecânica 100% nacional (e doada por algum outro carro) e eram dotados de muitos recursos até então comuns apenas em carros importados.
Desta época nasceu a Puma, Santa Matilde, as criações da Dacon, o Miura, MP Lafer e outros modelos. Eu particularmente adoro essa fase da nossa indústria por toda a criatividade aplicada nos modelos, ainda que seja apaixonado por marcas que tenham, em boa parte da sua operação por aqui, fornecido carros importados, como a Alfa Romeo, por exemplo.
O carro que aparece no vídeo do final do post é exatamente dessa época de ouro. O MP Lafer era um veículo de fibra fabricado pela Lafer (que existe até hoje). O modelo tinha linhas inspiradas no clássico inglês MG (temos um post aqui de uma réplica deste carro usando a mecânica VW a ar, simplesmente fantástico!) e tinha um acabamento fantástico para a época. Aquilo que eu considero mais bonito nesse carro é o fato dele ser conversível, tornando-o ainda mais parecido com o MG. A mecânica era a mesma do Fusca, provando que o projeto era versátil a ponto de atender um utilitário (como a Kombi) e um esportivo (Como o SP2, Puma, etc) com poucas alterações no conjunto.
O exemplar do vídeo pertence ao Sr. Fernando Miranda e é ano 1977. Nos pouco mais de quatro minutos a história do carro é contada assim como a restauração do clássico é comentada.
Veja:

 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O cruzamento que "gera" clássicos

Sim, o título pode ter ficado muito estranho, mas ele expressa exatamente a impressão que temos sobre o lugar em que essa foto foi tirada. Se você já me deu a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e seguir o blog logo abaixo, tudo aqui a sua direita.
Existem coisas que nesses alguns anos que esse blog existe eu disse inúmeras vezes. Algumas, nós falamos uma ou duas, outras algumas e outras eu irei repetir todas as vezes em que foi cabível. Mais uma vez, acredito que a terceira ou quarta vez nesse mês, eu recebo uma ilustre contribuição com a simplicidade que qualquer imagem deve ter.
Uma boa foto precisa ter foco, resolução, iluminação e muitos outros fatores. No entanto, muitas vezes aquilo que a imagem quer expressar vai muito além desses requisitos para ser uma imagem que seja capaz de valer mais do que mil palavras. Quem tirou essa foto que aparece ao final do post foi o meu pai. Além do exemplar que ele fotografou do trânsito, existe algo que me chamou bastante a atenção desde quando ele me mandou essa foto: Ela foi tirada exatamente no mesmo local que um de seus últimos flagras, que foi do Fusca azul dos anos 70 durante a luz do dia. Além de ser na mesma avenida e no mesmo cruzamento, ainda foi na mesma faixa. Interessante é que eu já vi (dificilmente dá tempo de fotografar) vários clássicos passando por ali. Claro que o local e os carros não tem qualquer relação, mas eu já estou considerando o local como um ponto onde felizes coincidências do mundo antigomobilista acontecem.
O exemplar que aparece nas fotos tem a placa de uma cidade vizinha. Checando-a, vi que é um Fusca 1969 (só os parachoques já evidenciam que é um modelo de 1970 para baixo), embora o tom de branco não esteja muito nítido na foto, eu acredito que seja branco lótus, cor muito comum em Fusquinhas dessa época. Aliás, esse tom de branco foi (e é) adotado para a pintura de rodas de Fuscas e Kombis. Além disso, esse Fusca tem as rodas pintadas de vermelho, tendência que veio nos últimos anos e foi aderida por muitos antigos. Este carro em especial me lembrou muito o Fusca 1968 que o Pedro Barreto tinha e que foi postado aqui no blog há alguns meses atrás, ainda que esses detalhes haviam sido pintados em azul.
Quero agradecer mais uma vez ao meu pai por esse flagra no "cruzamento dos clássicos".
Veja:

 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Propaganda da Kombi Clipper: Modelos de carroceria

Quando eu vi essa propaganda, não pensei duas vezes em postá-la aqui. Eu particularmente nunca tinha visto e achei um tanto interessante. Se você está de dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e seguir o blog logo abaixo do banner, tudo aqui a sua direita.
Em quase todas as vezes que eu postei algo relacionado a Kombis por aqui, eu sempre disse o quando admiro e acho charmosas as Kombi Corujinha, que permaneceram em linha até a metade dos anos 70. Aquelas Kombis com o parabrisa bipartido, acabamentos em branco e geralmente cheias de frisos (principalmente nas Kombis de Luxo) sempre me agradaram bastante. Hoje em dia, no mercado do antigomobilismo a procura pelas corujinhas cresceu de uma maneira enorme, fazendo com que os preços de uma Kombi dessas em bom estado chegue até a valores fora da realidade. Depois da era da Kombi Corujinha na linha de produção da VW, nós tivemos a Kombi Clipper, o modelo mais comum de vermos nas ruas hoje. Com o passar dos anos, esta Kombi recebeu muitas mudanças na estética, como a porta de correr, na mecânica, como o famoso motor "tork" com dupla carburação e, anos depois, uma injeção eletrônica multiponto, dentre tantas outras pequenas alterações que tornaram a simpática perua um carro muito diferente entre os anos mantendo toda a essência vinda desde os anos 50.
Se você tem pelo menos uns 15 anos de idade, com certeza em algum momento da sua vida uma Kombi foi meio de transporte. Seja no caminho para a escola, seja como carro de um amigo, seja como transporte público (ou até as lotações) ou qualquer outra aplicação. A Kombi tem uma participação tão grande quanto o Fusquinha na vida da grande maioria dos brasileiros.
Essa propaganda que aparece ao final do post foi achada, totalmente sem querer, por mim no Facebook dias atrás. Foi um amigo, apaixonado por Kombis, que a publicou na sua linha do tempo. Nela, são mostrados os tipos de carrocerias e motorizações possíveis para uma Kombi nos anos 80. O bacana é que naquela época o que diferenciava uma versão de um carro para outra eram detalhes simples, como as calotas cromadas na Kombi Luxo e as brancas no modelo Standard. Com certeza muitas dessas Kombis dessa época ainda rodam trabalhando até hoje trazendo muita robustez e economia aos seus donos.
Além da Kombi Pick Up e da Kombi "fechada" (seja ela Furgão ou com janelas), ainda aparece na propaganda a Kombi cabine dupla, muito difícil de se ver na rua hoje em dia. Um ponto interessante para ser levantado era a motorização a diesel que era oferecida na época e que não deu muito certo no Brasil, visto que muitos exemplares desses sofreram com superaquecimento no motor. Ainda sim, a velha senhora movida à diesel não deixa de ser divertida se bem cuidada, ainda que não mantenha a essência do motor boxer.
Depois disso, ainda tivemos a Kombi com a mecânica do Fox que se manteve até o final da produção da velha senhora. A Kombi com certeza um dos carros mais simpáticos que já tivemos no Brasil.
Veja: 

 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Os detalhes de um clássico dos anos 70

Quando eu assisti a esse vídeo há alguns dias atrás não tive dúvidas de que iria postá-lo aqui para vocês. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e de seguir o blog logo abaixo, tudo aqui a sua direita.
Por inúmeras vezes aqui eu disse que os meus modelos preferidos de Fuscas são aqueles fabricados nos anos 60. Aqueles carros tem um estilo que me agrada muito e com certeza eu ainda quero ter um Fusca 1200 um dia. No entanto, muito provavelmente o meu primeiro clássico (que, se Deus quiser não vai demorar muito para ser meu) é proveniente dos anos 70. Por enquanto, não falarei tanto do carro mas tenham a certeza de que se esse negócio for concretizado nos próximos meses vocês verão e por muitas vezes a evolução de um Fusca sendo documentada passo a passo nesse blog. Ainda que eu admire todos os Fuscas e meu gosto seja mais "aguçado" para os exemplares dos anos 60, é indiscutível a importância da década de 70 para a produção dos Fuscas. Aqueles 10 anos que formaram a década de 70 trouxeram muitas pequenas mudanças no Fusca que o tornaram, praticamente de maneira ininterrupta, o líder de vendas no mercado.
Naquela época era possível se comprar dois modelos diferentes (principalmente no início da década): O Fuscão 1500, com um motor ligeiramente maior e um acabamento diferenciado, e o Fusca 1300, o modelo de entrada ideal para se rodar na cidade visto o seu baixíssimo consumo. Na década de 70 e nos anos seguintes ainda tivemos a apresentação do motor 1600 no Fusca, motorização que iria ser mantida até o final da produção do carrinho.
Esse vídeo que aparece ao final do post foi hospedado no Youtube pelo Caio Nascimento, onde é mostrado um belíssimo Fuscão 1500 ano 1973 em um excepcional estado de conservação. O ano de 1973 ficou marcado na produção dos Fuscas por alguns fatores, mas principalmente pela mudança dos paralamas dianteiros, que até o ano anterior eram os (belíssimos, diga-se de passagem) "olho de boi". Fora isso, poucas coisas (como a tampa do motor) mudaram naquela época. Este exemplar do vídeo está lindo (e com uma pintura muito bem conservada) e com muitas características originais.
Com certeza vale a pena conferir um Fusca tão íntegro como esse.
Veja:

 

domingo, 23 de outubro de 2016

Encontro de antigos no Pátio Cianê, Sorocaba - Outubro de 2016

É, parece que foi ontem a primeira vez que eu tive a oportunidade de ir a esse evento mensal. Se você chegou a este blog por meio desse post e já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico aqui a sua direita e seguir o blog logo abaixo.
Hoje Sorocaba amanheceu em um dia muito bonito e ensolarado. Logo cedo, lembrei-me que hoje era o dia de tirar algumas fotos (de novo foram quase 100) para compor o post que com certeza é um dos mais que eu posso escrever em cada mês. Era nesse domingo que eu iria até o Pátio Cianê apreciar os belos clássicos que estariam ali expostos, além de bater aquele papo bacana com os proprietários deles que, na grande maioria, me dão o prestígio de acessar o blog com regularidade.
O mês de outubro para esse encontro contou com uma peculiaridade que poderia ser chamada até de exceção. O encontro no Cianê sempre acontece no terceiro domingo de cada mês, mas como houve na semana passada um encontro voltado aos carros modificados e tunning, o encontro de clássicos foi remarcado para hoje, o quarto domingo de outubro. Essa mudança não foi motivo para os antigomobilistas se reunirem no local e tornarem o estacionamento descoberto um pequeno paraíso para quem curte carros antigos.
Ao chegar no evento, eu resolvi fazer como já tinha feito no mês passado: Postar as fotos praticamente na sua totalidade e na ordem em que foram tiradas, para que você que me dá o prestígio da visita possa acompanhar o evento da mesma forma que eu pude há algumas horas atrás.
Debaixo de muito sol, lá fui eu com óculos escuros, boné e protetor solar apreciar tudo o que aquele evento poderia oferecer.
No decorrer das fotos, eu coloco as descrições necessárias.
Veja:






A galera dos Opalas como sempre estava presente no evento expondo belos exemplares das mais diversas épocas.







Este é um Fusca que já nos é velho conhecido aqui no blog: O exemplar 1968 Verde Caribe do Rogério estava novamente prestigiando o encontro.




























Eis aí um carro que dificilmente se vê nas ruas nos dias de hoje: O Corcel I quatro portas. Esse exemplar estava muito íntegro e com muitos detalhes originais.








 




Por muito tempo eu fiquei observando esse Fusca. Infelizmente eu não consegui localizar o dono do carro, mas era um exemplar muito bacana e cheio de personalidade aliada ao ar clássico que o veículo passa.

Nós também tínhamos hoje uma presença russa no encontro. Este exemplar do Lada Laika estava ali como a "figura" de um dos primeiros carros a serem importados após a reabertura das importações nos anos 90.
 













O evento também contava com um "parente" dos Fusquinhas presente.












É praticamente certeza que esse Fusca e todo o seu charme irão aparecer em todos os posts desse encontro. O Fusca 1965 do David é nosso velho conhecido e estava lá novamente entre os demais clássicos expostos ao público. Ainda que eu não tenha visto o David no evento de hoje, pude registrar o carro dele com o safari aberto chamando a atenção de todos que ali passavam.



Este daqui é mais um carro responsável pelo reconhecimento que esse blog vem ganhando ao longo do tempo. Este Fusca 1972 amarelo colonial pertence ao Andrew. Em um dos encontros passados, eu fotografei esse carro e o Andrew me contatou. Desta feita, fizemos um post do carro que trouxe um excelente retorno. No encontro de hoje, após muitos desencontros nos meses passados, nos tivemos a oportunidade de trocarmos um aperto de mão e um breve papo. Quero agradecer ao Andrew por toda a cortesia nos nossos contatos desde a primeira troca de mensagens até uma produtiva conversa como no dia de hoje.






Assim como o Fusca 1965 do David, existem carros que realmente aparecem em todos os posts prestigiando esse evento mensal. Desta vez, a nossa velha conhecida que aparece nas fotos é a "Marieta", Variant do amigo Wagner que também possui uma bela Puma. Ainda que, da mesma forma com que aconteceu com o David, eu não tive a oportunidade de encontrar o Wagner no evento, mas registrei o seu clássico VW de motor plano junto dos demais antigos.




Este Fusca 1971 verde que aparece nas fotos pertence ao Roberval. Eu tive a oportunidade de conhecê-lo ao procurar o proprietário de um outro Fusca que estava próximo ao dele e, logo após um breve papo, fui fotografar também o seu clássico. O Roberval está com um projeto que é executado aos poucos em seu Fusquinha, que é de buscar a originalidade  no seu clássico do início dos anos 70. Este carro esteve, no domingo passado, no encontro do Parque da Uva em Jundiaí, um evento que foi muito expressivo nas discussões da galera que curte antigos.
Estas são as quase 100 fotos tiradas no evento. Quero agradecer a você por ter lido até aqui e também aos amigos que estavam no encontro e permitiram que seus carros são fotografados. Posts como esses só são feitos porque existem pessoas como eu que adoram o antigomobilismo. Com certeza mês que vem tem mais.
Se algum dos carros que aparecem nas fotos for seu, não deixe de me contatar para que sejam dados os devidos créditos.
Muito obrigado a todos!