quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Dois parachoques de antigamente

Muito provavelmente quando você leu o título desse post deve ter imaginado que ele se trata dos diferentes parachoques que o Fusca teve ao longo de sua produção. Mas, ao invés de falar dos diferentes parachoques, prefiro falar dos "parachoques diferentes" que tínhamos como alternativa há algumas décadas para se deixar um Fusquinha exclusivo.
Essas duas propagandas que aparecem ao final do post são mais um fruto das maravilhosas pesquisas que o Google nos permite fazer sobre tudo aquilo que desejarmos. Como vocês sabem, vivo pesquisando sobre o mundo dos automóveis e um dos principais pontos a serem pesquisados sempre são os clássicos, especialmente sobre os VW a ar.
Nesses últimos dias, como vocês podem notar, eu já escrevo o segundo post que trata de propagandas de acessórios de época para o Fusca. Dias atrás, falei do Motoradio e de outros rádios antigos, e hoje o assunto é voltado à peça que sempre recebe as pancadas que por ventura podemos dar nos carros: Os parachoques.
Uma característica muito forte da grande maioria dos carros antigos é, geralmente, o cromo dos seus parachoques. A grande maioria dos clássicos geralmente saía com parachoques cromados e alguns, como o Fusquinha, até um pouco afastados da carroceria.
Nas muitas décadas de produção do Fusca, nós sabemos que os parachoques tiveram algumas mudanças. Até os anos 70, por exemplo, nós tínhamos os parachoques com "puleiro", depois disso, os parachoques com lâmina única. Nos anos 90, tivemos até parachoques na cor do carro, como nos Fuscas Itamar. Além disso, durante esse tempo todo houveram diversos acessórios para os parachoques originais, como batentes, suportes de placa e muitos outros.
Porém, o post de hoje não é exatamente focado nos acessórios de parachoques, mas sim nos parachoques que eram acessórios. Hoje trago para vocês duas opções que se tinham na época: Os parachoques da Norja, aplicáveis aos Fusquinhas dos anos 60. Esses parachoques poderiam dar uma leve "reestilização" à frente do Fusquinha trazendo um parachoque com a aparência do original, porém com lâmina única como nos modelos mais novos. A outra propaganda é da Jeboan, que fabricava hoje os raríssimos parachoques com puleiro aplicáveis aos Fuscas dos anos 70. Hoje em dia esses parachoques são raríssimos e geralmente, quando encontrados, custam caro. Os parachoques da Jeboan, particularmente, me agradam muito.
Veja a propaganda e volte por alguns instantes aos anos 60 e 70!



 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Fusca 1300 do Alexandre: Um clássico na visão noturna

Eu costumo dizer aqui sempre que quando se tem ou se gosta de um carro clássico, é impossível não pensar no passado todas as vezes que um assunto sobre essas belas máquinas antigas atingem o nosso pensamento. É por esse motivo que faço esse post, ainda que um pouco mais tarde que o habitual.
Sinceramente falando eu acho muito difícil dizer que tipo de post eu mais gosto de escrever. Na indecisão entre escolher um tipo ou outro, prefiro dizer que é sempre muito gostoso mostrar e falar sobre os clássicos das pessoas, e hoje não será nada diferente.
Existem carros que acabam fazendo história na nossa vida, e o Fusca, juntamente com diversos outros, acabaram participando direta ou indiretamente da vida de cada brasileiro, mesmo que seja em uma única vez. Quase todo mundo andou de Fusca um dia, ou conheceu alguém que teve ou tem esse simpático carrinho.
O carro que tenho para mostrar à vocês hoje tem, como todo Fusquinha, uma história onde existem vários protagonistas, porém com uma peculiaridade: Todos da mesma família. Esse carro, mesmo rodando bastante por sua vida toda, sempre esteve na mão da mesma família, trocando apenas de proprietário.
O Alexandre, atual dono desse Fusca, me mandou essas fotos através do Facebook e, ainda que as imagens sejam apenas quatro, algo me chamou muito a atenção: As últimas delas foram tiradas a noite, coisa rara de acontecer por aqui. Por mais que uma foto noturna possa passar a impressão de pouca visibilidade, ela mostra o que é mais belo em uma noite, que é ela própria.
Esse carro foi tirado zero pelo sogro do cunhado do Alexandre, que depois de um tempo foi passado para seu cunhado e há pouco tempo o Alexandre pôde adquirir esse simpático Fusquinha 1300, na cor Ocre Marajó. Eu acabei me esquecendo de perguntar o ano do carro, a minha sorte era que no post dele ele dizia que era 1974, praticamente intuitivo pela cor do carro. Desde a aquisição do carrinho, o Alexandre trabalha duro na restauração do clássico tendo o máximo de originalidade como objetivo.
Um carro simples, mas que rouba a cena como todo Fusquinha de personalidade. A primeira foto é de antes do início da restauração, as demais são atuais.
Preparem os babadores e protejam os teclados!!




Quero agradecer ao Alexandre por enviar as fotos!
Quer ver seu carro no blog? Me mande um e-mail. 
 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Propaganda: Fusca 1965 com teto solar

Esse daqui é mais um post no estilo "Máquina do tempo", é simplesmente impossível não olhar para essa foto e não ir longe com o pensamento em alguns instantes.
Hoje em dia muitos modelos de carros, quando tirados da concessionária, nos oferecem um grande leque de acessórios que podem ser instalados antes ou depois da compra. Quando se está lá dentro da loja, sentado na mesinha conversando com o vendedor, as primeiras coisas que são oferecidas são aqueles acessórios já vindos de fábrica. Esses podem ser um jogo de rodas diferenciado, faróis ou lanternas com uma estética ou funcionamento diferente, um câmbio automático, um controle eletrônico de segurança (seja ele de estabilidade, tração etc e tal) e muitos outros. Em 1965, a VW resolveu investir em um acessório como esses que citei antes, que são adicionados ao carro durante a sua montagem, que era o teto solar, acessório que ganharia muito espaço no indústria automobilística nacional décadas depois.
O acessório que fez muito sucesso nos Escort XR3, Kadett GSI e outros modelos com pinta de esportivos (ainda que esses dois citados andem bem) que viriam anos depois era uma novidade que a VW apostava as suas fichas em 1965. Para que o público alvo fosse informado dessa nova opção, a VW resolveu veicular essa propaganda que aparece ao final do post.
Na propaganda a Volkswagen tenta convencer os seus clientes de que o teto solar é um ótimo acessório para se ter em um carro: Pode se tomar um sol com ele, sentir a brisa e ainda ter a claridade dentro do carro. Além disso, esse teto se faz diferente da grande maioria, ele é de aço, como a lataria do Fusquinha.
No entanto, as décadas de 60 e 70 na indústria automobilística foram marcadas por um tempo em que as novidades nos modelos nem sempre eram bem aceitas. Por esse motivo, o Fusquinha charmoso com teto solar (que é da minha época e motorização predileta) recebeu o "preconceituoso" apelido de "Cornowagen", acredito que eu nem precise explicar o porque. Esse fato levou ao final da produção desse modelo com teto solar e fez com que seus exemplares tornassem raríssimos no mundo do antigomobilismo.
Eu particularmente acho esse modelo muito charmoso, principalmente por ser diferente. Hoje em dia nos temos os RagTop, que são os tetos que simbolizam a tendência desse segmento nos Fusquinhas e outros VW AirCooled.
Outra observação bacana de ser feita é que na época as montadoras não se importavam se aparecesse algum modelo de outra marca nas fotos, como o Aero Willys, a Vemaguet e outros modelos que aparecem na foto.
Com certeza é uma propaganda que vale a pena ler.
Veja:

 
 

domingo, 28 de agosto de 2016

Comparativo entre a dupla Weber IDF 40/44 e a dupla EMPI HPMX 40/44

Realmente, ultimamente muitas Webers andaram aparecendo por aqui...hehe E hoje não será diferente. Se você gosta de carros com um melhor desempenho e principalmente de números, esse post é especial para você.
Por diversas vezes eu já escrevi posts que tratavam sobre carburação, tentando mostrar o enorme leque de opções que se tem para se alimentar da melhor maneira um motor boxer AirCooled. Já falei sobre a Weber central (um dos posts está aqui nos populares, bem à sua direita) e também alguma coisa sobre a dupla Weber 40, ambas opções muito desejadas para quem quer acelerar bastante e não quer encarar uma injeção eletrônica.
Em quase todas as vezes que citei as Weber aqui no blog, eu sempre falei que uma alternativa de compra às legitimas Weber IDF italianas são as EMPI 40, réplicas desse carburador que fez tanta história na engenharia automobilística do passado.
A EMPI 40 que me refiro é "formalmente" (digamos assim) denominada pela EMPI como HPMX, com os modelos com borboletas de 40 e 44mm. A princípio, pode se imaginar que tanto uma EMPI quanto uma italiana sejam absolutamente iguais, mas o vídeo veiculado pela EMPI, fabricante da HPMX, nos mostra o contrário.
O vídeo que aparece ao final do post, como disse anteriormente, foi veiculado pela EMPI. Como ele é narrado em espanhol, é muito fácil entender o que é proposto no vídeo, principalmente à aqueles que não conseguem interpretar bem o inglês como áudio (meu caso, por exemplo, preciso fazer um curso urgente). Durante os minutos de exibição, são montados os dois modelos de dupla carburação em dois motores diferentes: Um 1776cc (o famoso 1800) e em outro que ultrapassa as 2000cc. Com os testes no dinamômetro, a EMPI levou uma leve vantagem em relação à italiana. Se na prática, em carros de rua funciona, eu não sei. Acredito que cada carburação pode fazer um papel diferente em cada motor diferente, levando em consideração qual foi a "receita de bolo" utilizada na montagem do motor.
Independente da sua preferência (embora eu ache as italianas fantásticas), vale assistir o vídeo e os testes no dinamômetro só pela beleza e pelos roncos dos motores.
Veja:

sábado, 27 de agosto de 2016

Um Fusquinha envenenado com pinta de comportado

Pois bem, ontem eu já estava com a pretensão de postar esse vídeo fantástico por aqui, mas como não tive condições de escrever por aqui ontem, trago hoje esse belo projeto realizado com muito capricho.
Talvez você já tenha se deparado com esse vídeo em algum lugar na internet. Ele foi produzido e veiculado pela conceituada revista FullPower, que trata sobre veículos com uma preparação voltada à perfomance. Esta revista, desde seu início, sempre deu ênfase aos clássicos que receberam upgrades para ficarem um pouco mais "espertos" no seu desempenho. Em cada reportagem é expressada, de uma maneira ou de outra, a "receita de bolo" que o carro tem para obter uma melhor performance, o que não é diferente nesse vídeo que trago para vocês hoje.
Nos dias de hoje, restaurar ou montar um carro antigo é uma missão que dispõe de diversos caminhos que podem ser seguidos. Alguns vão fazendo o carro aos poucos, e desmontam o carro até onde julgam necessário para que este fique bom, outros já preferem desmontar o carro peça a peça e "reconstruí-lo" de modo que o dono saiba exatamente como seu carro está parafuso a parafuso. O dono desse Fusquinha, assim como diversos outros que já apareceram aqui no blog, escolheu essa última alternativa.
O Fusca que aparece no vídeo é um exemplar branco, ano 1966. Mas não vá imaginando que é um modelo todo original e que ainda mantém um motor 1200 (motor que eu já disse aqui diversas vezes que eu adoro). Esse carrinho foi montado do zero, com suspensão e freios preparados (a disco, inclusive), para que este tivesse a melhor segurança possível (e cabível) no projeto. O motor é um de 1900cc, onde o torque foi a prioridade, onde a escolha foi por um comando que tornasse o motor forte em baixas rotações. Para a alimentação, foi escolhida uma injeção eletrônica com corpo duplo. Todo esse motor é muito bem aproveitado com um câmbio 8x31, relação utilizada nos câmbios atrelados aos motores 1600 e ao SP2. Em virtude desse motor ser maior, o condutor pode ter uma leve impressão que o câmbio parece ser mais curto do que quando acoplado à um 1600, visto que a tendência é este 1900 subir de giro muito mais rápido.
Outro detalhe interessante foi a "modernização" do projeto, onde o carro ganhou diversos acessórios, dentre eles um ar condicionado, este que foi um dos maiores motivos pelo qual o torque foi prioridade nesse conjunto mecânico.
Embora eu adore carros originais, esse exemplar é um sonho.
Veja:

 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Dois flashs de São Paulo antigamente

Esse é o típico post que nos permite que nossa imaginação vá muito longe apenas por meio de simples imagens.
De uns tempos pra cá eu comecei a notar que fotos antigas tem aparecido com muito mais frequência na internet. Com a maravilhosa digitalização, muitas fotos que mostram momentos e épocas incríveis de nossa história deixam de ser perdidas pelas ações do tempo. Ultimamente, todas as pessoas que tem álbuns de fotos antigos estão digitalizando tudo para que as imagens fiquem eternamente ao nosso dispor. Eu mesmo preciso fazer isso muito em breve para que o meu passado e de toda a minha família esteja presente no meu futuro, para que meus filhos e netos possam ver como era diferente o mundo que eles não viveram e que, em algumas situações, nem eu mesmo vivi.
Com essa facilidade de digitalização, muitas fotos de lugares que hoje podem nos parecer muito comuns aparecem em fotos antigas de uma maneira um tanto diferente. me baseio por mim mesmo. Aqui em Sorocaba, alguns supermercados tem alguns banners afixados à frente dos caixas, para que possamos ver como era a cidade há algumas décadas atrás. Isso existe praticamente em qualquer lugar, e nos leva a imaginação de buscar entender e conhecer as diferenças do modo de vida daquela época para hoje.
Os dois registros que trago para vocês hoje estão salvos aqui no meu computador faz bastante tempo: Ambos foram tirados na Avenida São João, no Centro de São Paulo. Como eu passei toda a minha infância na cidade e como quase todo Paulistano, passei diversas vezes por ela por estar muito perto dos pontos em que morei no Centro da cidade.
Algo que é muito bacana de se observar nas fotos foi a mudança considerável que houve na frota em um intervalo de aproximadamente dez anos, visto que uma foto foi tirada nos anos 60 e outra na década de 70. Na primeira foto, mais antiga, é possível notar o início do domínio dos Fuscas nas ruas, junto com os DKW, Kombis e outros clássicos hoje em dia bem raros. Já nos anos 70, vê-se uma infinidade de Fuscas e Kombis, junto dos lendários ônibus Mercedes Benz e outros clássicos, como Opalas e Dodges. A foto realmente é dos anos 70 pois tem um Fusca azul diamante no canto direito.
Preparem os babadores e protejam os teclados, pois a viagem no tempo que as imagens proporcionam é enorme!


 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Fusca 1970 do Sérgio: Um clássico, uma paisagem e belas imagens!

Esse é o tipo de post que põe qualquer amante de clássicos para babar em cima do teclado.
Em um dos últimos posts que escrevi mostrando algum Fusquinha, disse que era incrível a quantidade de Fusquinhas da década de 60 que estavam aparecendo por aqui. Pois bem, esses exemplares que particularmente me agradam muito estão atacando novamente por meio desse verdinho muito bonito que aparece nas fotos.
Eu geralmente digo aqui que o mais importante no resultado de um projeto envolvendo um clássico é o carro ter a cara do dono, ser diferente, agradar ao seu proprietário. Por mais simples que o carrinho seja, seu dono deve enxergá-lo e notar que o carro está do jeito que queria, ou ao menos no caminho para esse objetivo.
Como todos nós sabemos, hoje em dia vivemos em um mundo onde tudo na internet parece ser flores, e que os editores de imagem e vídeo transformam momentos gravados em coisas maravilhosas, de outro mundo. Esse carro teve, em suas fotos, um recurso que vai muito além da "maquiagem" feita nas imagens hoje em dia, mas sim clicks feitos em ângulos fantásticos que trataram de realçar ainda mais a beleza do Fusquinha.
Esse simpático Fusca verde folha, ano 1970 primeira série pertence ao Sérgio. Esse exemplar marca uma época muito bacana da produção dos VW AirCooled, onde o visual mais "antigo" (se é que se pode assim dizer) presente na linha estava sendo substituído por um que sobreviveria, ainda que com poucas alterações, até o final da linha. Este Fusquinha foi produzido no primeiro semestre de 1970, época que foi feita essa leve reestilização nos modelos. Para ser mais exato, esta reestilização ocorreu a partir do segundo semestre de 1970, onde os modelos são denominados hoje em dia como "segunda série". Isso vale para outros anos de Fusca onde houveram modificações mais ou menos no mês de junho.
O Fusca 1970 1300 do Sérgio é um veículo que dispensa qualquer tipo de comentário quanto à sua integridade. É um Fusca original, com cara de clássico e que segue bem a identidade de um Fusquinha dos anos 60: Tem os bancos originais baixos (com uma tapeçaria mais clara, como nos modelos mais antigos), rodas de cinco furos com calotas (O Sérgio colocou tala larga na traseira, um acessório que, em minha opinião, fica muito bonito em Fuscas dessa época) e outros detalhes, além disso, ele tem um farol auxiliar único, muito parecido com os "caça mulata", muito populares nos anos 60. (Ainda que os caça mulata fossem fixados próximo ao retrovisor do motorista.
Na suspensão, foi montada uma catraca de inox (eu particularmente nunca tinha visto de inox) e o facão foi regulado para que a traseira ficasse na mesma altura que a dianteira. Desta forma, o Fusquinha ficou mais baixo, porém com um aspecto original.
As fotos são verdadeiras pinturas, e o carro fala por si.
Preparem os babadores e protejam os teclados!!








Quero agradecer ao Sérgio por ceder as fotos!
Quer ver seu carro aqui no blog? Me mande um e-mail. 
 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Entenda o funcionamento do motor e transmissão do Fusca

Quando falamos de assuntos relacionados a automóveis, principalmente quando o foco do papo e manutenção, sempre nos vem a cabeça quando algum componente mecânico é tratado a forma de seu funcionamento. Se esse assunto estiver sendo mostrado por meio de um vídeo, geralmente é mostrada alguma animação em 3D. Porém, ver o funcionamento físico, como será mostrado hoje por aqui, fica muito mais claro e nos dá as devidas e verídicas proporções e impressões do projeto.
Há algum tempo atrás eu me deparei com esse fantástico vídeo que aparece no final desse post por meio do Facebook. Porém, eu só o achei hospedado no Facebook, me impossibilitando de compartilhar com vocês por aqui. Naquela época, eu tentei contatar os produtores do vídeo para ver se achava alguma forma mais fácil de trazer aqui para vocês, mas sem sucesso. Durante esses últimos dias, deparei-me com esse vídeo novamente, agora sendo postado por seu proprietário, o que facilitou o contato e que permitiu que este post seja descrito hoje.
Este vídeo maravilhoso de hoje foi um projeto (Um TCC, para ser mais exato) desenvolvido no SENAI de Bauru no curso de Manutenção Automotiva (que era a minha segunda opção se não tivesse ingressado em um curso superior na mesma área). Esse trabalho foi desenvolvido pelo Carlos (que me cedeu o vídeo para postar aqui, desde já meu muito obrigado), pelo Anderson, pelo Donizete, pelo Lucas, pelo Gilberto e pelo Ronaldo. Esse conjunto foi capaz de nos presentear com essa aula pra lá de didática.
O vídeo abaixo mostra um motor e uma transmissão de Fusca (Ou de qualquer outro VW a ar) "em corte", ou seja: É como se a peça a ser mostrada fosse cortada ao meio de modo que seja mostrada a sua área interna, neste caso, o seu funcionamento. No vídeo aparece o funcionamento da bomba de óleo, da carburação, dos balancins, da caixa de câmbio e diversos outros detalhes.
Esse material é mais uma prova viva de que um curso técnico se bem aproveitado é capaz de formar excelentes profissionais. Eu mesmo fiz um curso técnico na área de Mecânica que me agregou um bom conhecimento também.
Assistam com atenção e entendam de uma forma muito clara todo o funcionamento "interno" de um Fusquinha!


 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Padrão de originalidade: Rodas do Fusca

Muitas vezes ao conversar com algum proprietário de carro antigo a gente ouve o cara falar "Pretendo deixar esse carro todo original, quero colocar uma placa preta" ou algo do gênero. No entanto, muitas vezes a pessoa tem esse objetivo mas acaba se perdendo em meio à tantas informações que temos hoje no antigomobilismo. O post de hoje é especialmente para você, que acaba tendo esse tipo de dúvida na hora que está caracterizando seu clássico de modo que ele fique o mais parecido possível com o visual de fábrica.
O post de hoje é mais uma pequena parte do excelente material que o Bruno Big Bat (Ou Farcas Pancho) mandou para mim há alguns meses. Além da imagem de hoje, no marcador do blog "Padrões de originalidade", há outras partes desse material, alguns carros absurdamente originais e outras informações bastante válidas também, vale conferir.
O ponto a ser tratado desse tema hoje são as rodas do Fusca. Ao longo dos anos, a VW fez diversas alterações nas rodas e nas calotas dos Fusquinhas. Se você está buscando saber qual é a roda que saiu originalmente nesse Fusca, você facilmente terá a sua pergunta respondida por meio desse material. Nele são listadas as calotas que foram usadas (Os famosos "copinhos, as calotas do Fuscão, etc etc) e as diferenças entre as rodas que os Fuscas usaram. Vale ressaltar que tivemos duas furações de rodas para o Fusca no Brasil, primeiro a 5 x 205, do Fusca mais antigo, com rodas de cinco furos e a 4 x 130, presente nos modelos mais novos e que contém todas de quatro furos.
É claro que hoje no mercado nós temos diversas opções de rodas para se montar em um VW a ar, sejam as réplicas das originais fabricadas pela Rodabrás, sejam as rodas de época (principalmente as esportivas) dos anos 60, 70 e 80 e também essas lindas rodas de liga que são importadas para o Brasil, geralmente fabricadas pela EMPI.
Embora o material seja voltado especialmente para o Fusca, algumas informações da descrição do post e até mesmo do contexto do material podem ser levadas em conta caso o seu objetivo de originalidade esteja em algum outro VW a ar. Algumas outras rodas antigas da VW usadas em outros modelos foram as rodas do Karmann Ghia, do SP2 e de alguns outros modelos.
Essas rodas aro 16 mesmo eu não conhecia.
Deem uma conferida que o material é bom.
Veja:

 

domingo, 21 de agosto de 2016

Encontro de antigos no Pátio Cianê, Sorocaba - Agosto de 2016

Com o passar do tempo eu aprendi muita coisa, nos últimos anos eu pude absorver um grande conhecimento que por maior que ele possa parecer para mim, é muito pequeno perto daquilo que pretendo conquistar. Eu aprendo muito toda vez que tenho a oportunidade de ter um dia como esse. Por mais simpáticas que as palavras combinadas nesse post possam parecer, elas nunca irão se equiparar com o grau de satisfação que tenho todas as vezes que vou a encontros como esses.
Durante a semana passada lembrei-me de um fato muito importante que aconteceria ainda em agosto: O terceiro domingo do mês. Todos os terceiros domingos do mês vocês sabem que ocorre um encontro denominado "Clássicos das ruas" no estacionamento aberto do Pátio Cianê, em Sorocaba, e sempre que posso estou por lá batendo um papo e tirando algumas fotos que acabam integrando o post especial do mês, que é esse.
Nos últimos dias da semana, uma coisa me chamou a atenção: O tempo não estava ajudando para um possível bom encontro no final de semana. Durante meu corrido dia a dia antes do encontro, notava que só havia frio e chuva ao meu redor. Embora eu ame esse clima, ele não é o mais propício para um encontro, ainda mais ao ar livre.
Pois bem, ontem o pessoal estava se perguntando nos grupos de Whatsapp se daria para encarar o encontro mesmo com uma negativa previsão do tempo. Eu estava disposto a ir independente das condições climáticas de hoje.
Ao acordar hoje cedo, abri a persiana da sala e deparei-me com um tempo fechado e muitas pessoas no Whatsapp dizendo que não iriam, inclusive uma galera aqui de Pilar do Sul que pretendia vir logo cedo (O Pedro, do Fusca 1968 e alguns outros amigos), mas mesmo assim não me desanimei.
Ao chegar ao Cianê, deparei-me com poucos carros devido ao horário e ao tempo:

Passados poucos minutos, a galera que encarou expor seus clássicos a uma possível chuva chegou e começou a marcar presença no evento.





Como sempre a galera dos Opalas muito assídua e receptiva.

Se você já acessa o blog há algum tempo, com certeza já conhece esse Fusquinha. É o Fusca 1965 do David, um clássico totalmente restaurado e cheio de acessórios. Hoje eu pude ver com maiores detalhes o parabrisa e o vidro traseiro no estilo "sáfari" que fotografei no encontro passado. A cada dia esse carro está ficando mais caprichado.




Você conhecerá Variant daqui a algumas fotos.









Esse Fusca Verde Caribe também já apareceu aqui no blog outras vezes. Hoje infelizmente eu não consegui conversar com o seu dono. É mais um exemplar que prestigiou o encontro.





Visão da frente do evento.








A TL cheia de personalidade apareceu novamente.




Dois ícones da indústria automobilística nacional juntos em uma única imagem.



 


Essa Variant 1972 1600 Azul Diamante que aparece nas fotos pertence ao Wagner, que também é dono de uma Puma famosa por aí. Ele é dono desse carro há alguns meses, mas eu só tive a oportunidade de conhecer o exemplar no encontro de hoje. Como eu já disse aqui algumas vezes, a Variant foi um carro com uma proposta muito a frente de seu tempo, e toda vez que tenho a oportunidade de ver um carro desses isso fica evidente.
O Wagner é muito cuidadoso com os seus carros, este ainda que há pouco tempo nas suas mãos, é muito íntegro e está muito próximo dos objetivos dele. Hoje eu e ele batemos um papo sobre os clássicos e com certeza isso foi muito sadio e produtivo. 



O Wagner me atentou a esse detalhe que ele incrementou em sua Variant, ainda que esta pequena lanterna funcione como um break light (ainda que abaixo do parachoque), segue o padrão da galera que adiciona uma luz de neblina traseira nos seus Fuscas e derivados. O formato da lente já evidencia que esse é um carro de muita personalidade.

Outro acessório bacana instalado no carro são essas persianas no vidro traseiro.

Infelizmente não fotografei o interior do carro, mas não faltarão oportunidades.

Quero deixar aqui o meu agradecimento ao Wagner por permitir, mais uma vez, que seu clássico fosse fotografado para a galera aqui apreciar. É de amizades como essa que o mundo antigomobilista precisa.
Como estava muito frio e a hora já havia passado, resolvi ir embora, o curioso é que o sol apareceu "de mansinho" na hora da minha partida.
Se o seu carro aparecer nas fotos, nos conte!


Essas foram aproximadamente 50 fotos que eu tirei do evento hoje, ainda que o tempo não ajudasse. Mais uma vez reitero meus agradecimentos e a minha admiração pela capacidade que o pessoal que prestigia o evento tem de mesclar os estilos e tendências existentes no mundo do antigomobilismo, com o maior respeito possível entre as divergências de opinião entre os donos dos clássicos.
Mais uma vez, muito obrigado!