sábado, 5 de novembro de 2016

Um Fusca que carrega os traços do passado

As vezes os conteúdos que formam posts aqui nesse blog vão muito além de pesquisas ou até mesmo ideias que chegam a nossa cabeça. Muitas vezes o conteúdo está aqui do lado, debaixo do seu nariz. Quando essas coisas acontecem, logicamente isso precisa ser postado praticamente na íntegra, como faço agora. Por alguns instantes, eu pensei seriamente em "guardar" essas fotos para o post de número 500, mas resolvi postá-las logo depois que as tirei. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e também de seguir o blog. Tudo é rápido e fácil, basta clicar nos dois botões aqui a sua direita.
Hoje em Sorocaba foi um dia de muito calor. Durante a manhã eu fiz muito pouca coisa e, após o almoço, resolvi sair para fazer compras. O sábado poderia ser como qualquer outro. Depois de fazer tudo aquilo que eu tinha planejado, voltava eu para casa observando o belo pôr do sol que estava começando a acontecer.
Ao entrar em uma das ruas que fazem parte do meu trajeto de volta para casa (para ser mais exato, uma rua próxima da minha e que é obrigatória para que eu pudesse chegar em casa) eu enxerguei, muito rapidamente, a traseira de um Fusquinha azul. Como todos aqueles que adoram o simpático carrinho, logo estiquei a cabeça para ver o carro e, pelos rápidos instantes em que passava por ele, vi que era um exemplar dos anos 60 (particularmente os meus preferidos) e, por algum motivo, aquele carro me agradou na primeira visão.
Em virtude disso tudo, cheguei em casa e voltei lá a pé, em busca de ver novamente o Fusquinha, e ele estava lá. A primeira visão que tive dele é a primeira foto que compõe a sequência. Ao ver o carrinho de perto (sim, as fotos ficaram um pouco ruins, mas foram tiradas de celular e lutando contra a luz do sol), vi que era um clássico que carregava todas as marcas que lhe foram adquiridas com o passar dos anos, como uns detalhes nos paralamas, um detalhe (ou falta) de um friso e esse tipo de coisa. Em virtude dele ter o vidro traseiro menor e a luz da placa dos modelos mais novos, acreditava eu que era um 1966 primeira série, e eu estava certo no meu palpite após checar a placa.
Ainda que este Fusca possivelmente seja usado todos os dias e não tenha nenhum compromisso com características originais, ele ainda tem muitos detalhes que o caracterizam como o típico Fusca dos anos 60, como a tapeçaria na cor clara (e ainda original, pelo que me pareceu ao vivo), o velocímetro original, as rodas com cinco furos (três eram ventiladas e uma fechada), o volante cálice branco e outras características. A cor é azul atlântico, com uma pintura que já deve existir há muitos anos. Dá a impressão de ser um azul real bem queimado, mas em 1966 era o azul disponibilizado para os Fuscas. Eis aí uma cor não tão vista hoje em dia e que é muito bonita.
No carro havia uma credencial de estacionamento para vaga de idoso. Ao dobrar muito a cabeça e ver, consegui ler o nome da pessoa (possivelmente a dona do carro) que estava escrito ali. Esse carro deve ser de uma senhora de idade, ainda que nunca tenha o visto ali por perto.
Eu fiquei ali por alguns minutos olhando o carro e anotando o nome do dono. Vai que um dia eu tenha a oportunidade de comprar o carrinho, pois ele tem muito potencial. Olhando por baixo, na parte do motor, me parece que o motor 1200 já foi trocado por um motor mais novo (1300 ou maior), mas não consegui ter certeza.
O carrinho é bacana e nos prova, mais uma vez, que existe muito Fusquinha nas ruas ainda rodando todos os dias comprovando a durabilidade do projeto.
Com certeza, esse valeu as fotos tiradas.
Veja:







 

6 comentários:

  1. Tem muito potencial esse Fusca, só precisa de um carinho.

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    1. Com pouco trabalho ele se encaixa perfeitamente ao meu gosto. Algo que eu acabei não falando no post mas que também observei no carro é que ele tem a grande maioria dos vidros ainda originais e a lanterna traseira esquerda ainda é original Hella. Talvez esse carro tenha sofrido poucos trabalhos mais violentos em funilaria e poucas (senão uma única) repintura.

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    2. Como é um Fusca de uma senhora, ele é original com alguns acidentes de percurso.

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    3. Exatamente. É usado somente como meio de transporte. Esses detalhes já fazem parte de toda a história do carro. Deve ser da mesma pessoa há muitos anos, visto que o emplacamento era muito antigo, talvez o primeiro com placas cinzas.

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    4. Pensando assim... é até bom deixar o Fusca como está, pois se reformar e deixar ele muito bonitinho ele vai chamar a atenção dos "malas", vai ver é por isso que a dona roda com ele assim mesmo.

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    5. Faz sentido. Desta maneira ela minimiza o risco, de certa forma, de colocar o Fusca na rua somente com um alarme, que é apenas o que ele tem instalado, pelo menos no que deu para observar.

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