terça-feira, 15 de novembro de 2016

Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, 2016


Hoje, nesse belo feriado, às 15:27, começo a escrever um dos posts mais especiais que tive a oportunidade de escrever nesse blog. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar o seu like na página do Facebook e de seguir o blog também. Tudo está aqui a sua direita e, com esses dois cliques, você sempre ficará antenado em tudo o que rola nessa página.
Ainda no antigo endereço do blog que eu tinha, tive a oportunidade de ir ao Salão do Automóvel de São Paulo em 2010. Aquela edição era a primeira que eu tinha ido e tirado fotos. Naquela ocasião, fiz a divulgação do blog nos estandes (principalmente no estande da Volkswagen) e naquela ocasião tive um ótimo retorno em acessos. Passados seis anos, eu nunca mais consegui aparecer no Salão. Nunca as datas batiam e em virtude de morar fora de São Paulo é necessária uma programação para que dê tudo certo.
Nesse ano eu me dei o direito de ir ao Salão. Não me importava que dia era ou quanto tempo ficaria lá, mas eu queria ver os lançamentos da indústria automotiva, conhecer novas pessoas e também falar da página, visto que é um dos maiores (se não o maior) evento voltado a área aqui no Brasil. O Salão Internacional do Automóvel ocorre a cada 2 anos e estará aberto até o dia 20 de novembro. Esse evento já existe no Brasil há 60 anos. Se você ainda não foi e pretende ir, não perca tempo pois o evento realmente está muito bom.
Muitos amigos seguidores podem estar pensando qual é o porque de eu estar postando em um blog de antigomobilismo um evento que trata de carros novos, com o topo da tecnologia. Pois bem, eu tenho a resposta para os amigos: Hoje quero trazer para vocês uma abordagem diferenciada do Salão do Automóvel, relacionando o antigomobilismo, que é o que mais gostamos, com o que vemos no evento. Assim como nos encontros de clássicos ou em uma seleção de fotos que faça para esse blog, vou colocar a maioria das imagens na ordem em que foram tiradas, para que vocês tenham a visão exata de tudo o que tive a oportunidade de ver ontem no evento.
Eu decidi no domingo que iria ontem para o Salão. Desta feita, meu pai e eu pegamos o carro e, após mais ou menos três horas parados no trânsito caótico de São Paulo, chegamos ao São Paulo Expo, sede do evento que substituiu com grandeza o Anhembi, que já sediava o evento há muitos anos. A distribuição dos estandes, estacionamento, atendimento e infraestrutura estão realmente à altura do que se espera de um evento que tem expressão internacional.
Conforme as fotos vão aparecendo, eu vou colocando as descrições necessárias para que vocês saibam tudo aquilo que rolou por trás da lente da minha câmera (que aliás, foi "ressuscitada" para fotografar o Salão).
Acredite, são mais de 200 fotos após apagar todas as que estavam desfocadas ou algo do tipo. Clicando nas imagens, elas aparecem em um tamanho maior. Em virtude do número de pessoas que estavam no evento (ontem estava bastante cheio), nem sempre foi possível tirar fotos da melhor qualidade possível.
Veja:


Em homenagem aos 60 anos de existência do evento, os organizadores expuseram uma Romi Isetta, um dos primeiros modelos fabricados aqui no Brasil e que com certeza estava nas primeiras edições do evento. Este simpático carrinho tinha apenas uma porta, que ficava na frente e um pequeno e comportado motor dois tempos, com a mesma solução adotada pelos DKW e por inúmeras motos. Com certeza este modelo foi uma das inspirações para todos os engenheiros e projetistas das montadoras atuais no conceito de carros compactos.

Meu pai posando ao lado do clássico dos anos 50.



O meu primeiro agradecimento de hoje é destinado a Neo Rodas. Na ocasião em que cheguei no Salão, vi que precisaria de um bom e velho bloquinho de anotações para marcar tudo o que, agora, integra a descrição desse post. A Neo foi muito solícita nos dando de presente um caderno e uma caneta para que pudéssemos marcar tudo o que vimos durante o evento. Fica aqui mais uma vez meu agradecimento a Neo Rodas!!







Quando eu disse que o Salão do Automóvel não era composto apenas dos lançamentos, eu não estava brincando. A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) também marcava presença nesse estande mostrando quatro grandes clássicos que tivemos aqui: Um Fiat 147, o primeiro carro movido a etanol que tivemos, um Opala do final dos anos 60 (e do início de sua produção), ainda com o motor 3800, um DKW Fissore, modelo que se tornou raríssimo e é, sem dúvidas, um dos carros melhor acabados que eram vendidos nos anos 60 e um modelo que com certeza me agradou muito: Uma Kombi 1200 1960 muito original, que aparece na foto acima. Ela lembra muito a Kombi 1958 que postei há alguns meses. O exemplar exposto estava muito íntegro e atraía olhares até mesmo daqueles que visavam apenas os carros futuristas.





Essas fotos são uma visão externa do Espaço dos Sonhos, área do Salão que tinha a entrada permitida apenas para quem adquirisse o pacote vip. Lá dentro, estão vários carros super esportivos e de marcas premium, como Ferrari e Lamborghini.


O estande da Maserati conta com toda a gama de modelos oferecida no Brasil. Carros com muito requinte e um acabamento fora de sério. Além disso, os esportivos da marca também se faziam presentes.


Estande da D2D Motors, que trouxe veículos bem diferentes e inovadores com a proposta off road.







Estande da Chery. Lembro-me que há muito tempo atrás eu escrevi um post sobre a entrada dos carros chineses no Brasil, isso ainda no antigo endereço. O destaque desse estande para mim foi a apresentação do novo motor que eles desenvolveram, com uma pequena cilindrada e três cilindros. Com o avanço da tecnologia, foi possível trabalhar com um cilindro a menos mantendo o desempenho e aumentando a economia. Essa linha de raciocínio de motores menores e melhora na relação peso x potência não é de hoje. Ainda que com muito menos recursos que hoje, a indústria automobilística se viu na necessidade de produzir carros com motores menores entre os anos 60 e 70. Foi assim que nasceram diversos modelos que foram muito vendidos no Brasil, como o Chevette com motor 1.4 e o Corcel com a mesma cilindrada. Além disso, os motores boxer VW eram infinitamente menores que os motores grandes daquela época e tinham um bom rendimento pela relação peso x potência. Um ponto muito positivo desse motor da Chery é o uso da corrente de comando ao invés da correia dentada.



O estande da Porsche também estava muito cheio. A marca que fabrica os carros que são os "primos ricos" do nosso querido Fusquinha trouxe os seus super esportivos, inclusive um carro de pista.









O estande da Citroen estava recheado de tecnologia. Além do E-Mehari, um carro conceito no Brasil, tínhamos a nova geração do Air Cross e o carro que eu particularmente gostei muito, o C4 Lounge. O substituto do C4 Pallas ganhou a nova motorização do grupo PSA (Peugeot e Citroen), o motor THP, que é menor, mais econômico e tem um ótimo desempenho. Eu gosto muito de carros franceses e o acabamento desse Citroen é fantástico.










Esse cara simpático que aparece ao meu lado atrás desse Jimny é o Allan. Ele me explicou toda a parte técnica do carro e também me mostrou toda a disposição diferente do estande da Suzuki. Fica aqui o meu agradecimento a ele também.

Primeiro Suzuki Jimny, lançado 1975.






Todo o agregado mecânico e a parte estrutural do Suzuki Jimny 2016 está nessas fotos. O jipinho compacto que esteve no Brasil nos anos 90 para substituir o Samurai voltou há alguns anos para cá e já é produzido no Brasil. Ainda que seja um carro pequeno, ele é muito valente fora do asfalto e conta com um chassi muito resistente.







O estande da BMW, assim como de todas as outras marcas premium, estava lotado. Mesmo assim, tirei algumas fotos dos veículos BMW que estavam lá e também de dois Mini Cooper, tradicional carro compacto voltado a esportividade.





O estande da Mitsubishi conta com todos os carros da linha. Eu tive a oportunidade de entrar somente na Pajero Full, um carro bem acabado e com uma excelente posição de dirigir.

Eu começo falando do estande da Subaru com essa bela imagem. A montadora japonesa, assim como a VW e a Porsche, adotaram a solução do motor boxer. Na foto, está o motor boxer atualmente usado pela Subaru, que tem comandos de válvulas nos cabeçotes acionados por duas correntes. Além disso, a admissão é independente para cada cabeçote, ou seja, para cada "lado" do motor.





A vantagem de vários modelos Subaru é que, na maioria das vezes, eles contam com tração integral nas quatro rodas.








A Hyundai também tinha um estande muito cheio. Enquanto olhava os carros, meu pai e eu participamos de uma pesquisa de opinião em relação a um HB20 conceito que estava exposto.





Quando estava no trânsito indo para o Salão, eu vi um Peugeot 208 GT exatamente igual a esse das fotos, que me surpreendeu bastante. Naquele momento, comentei com o meu pai o quanto achava aquele carro bonito, bem desenhado. Pois bem, após entrar no carro e conhecê-lo melhor, tive a certeza de que a minha opinião era acertada. Este carro juntamente com o C4 Lounge e alguns outros que aparecerão nas fotos seguintes, me agradou bastante.


Este é o motor THP que eu havia comentado nas fotos do C4 Lounge, porém na configuração de três cilindros.

A Land Rover trazia diversos modelos premium. Era outro estande bastante cheio.



Juntamente da Land Rover, a Jaguar também trazia belos carros.





A Renault trazia diversos modelos, a grande maioria sendo aqueles que nós vemos nas ruas, para que fosse possível conhecer os carros de perto.

A Honda, tradicional montadora japonesa, também trouxe inúmeras novidades em seu estande.



Aqui está todo o agregado mecânico montado sob o chassi da Frontier, picape da Nissan. Esta caminhonete que está há anos no mercado continua muito resistente.






Aí está outro carro que me agradou muito no Salão: O Sentra. Esse sedan é muito completo, conta com controles de tração e estabilidade, um motor bem disposto aliado à transmissão CVT, com polias variáveis.




Fotografar no fantástico estande da Mercedes era quase impossível. Havia muita gente, mas os carros eram fantásticos. Eu que sou um grande apaixonado pela marca, adorei todos os modelos que pude entrar, independente da proposta de cada um. A Mercedes continua sendo referência quando falamos de carro premium.




Interior do novo Corolla.








Este é o Toyota Prius. Se você mora em uma cidade grande, possivelmente já viu algum rodando. Ele, assim como alguns (poucos) modelos no mercado, tem tecnologia híbrida, ou seja, tem um motor a combustão, mas pode rodar também com energia elétrica, proveniente de baterias recarregáveis.

Uma das joias expostas na Audi era esse belíssimo R8.



Enquanto eu olhava esse Jetta 2.0 aspirado, fui abordado pelo Victor, um estagiário da VW. Naquela ocasião, ele me tirou várias dúvidas técnicas sobre o carro. Falamos de números, construção mecânica do carro e inúmeros outros fatores. Foi um papo muito sadio sobre um assunto que, logicamente, os dois gostavam.








Este é o motor TSI usado no Up. É um motor pequeno e também de três cilindros, uma das suas vantagens é a presença do turbo, que melhora significativamente o desempenho.




Ao ver o painel do Up TSI, acredito que possivelmente o painel pintado na cor do carro tenha sido inspirado nos Fuscas dos anos 60 e 70, que vinham, na sua grande maioria, com o painel na cor exterior do veículo.



Esta é uma releitura do lendário Gol GT, versão esportiva do Gol que foi fabricada por volta da metade dos anos 80. O carro conta com vários detalhes esportivos e o tradicional adesivo com a escrita "GT" no vidro traseiro, como no primeiro modelo.

O estande da VW era muito grande e cheio de atividades. Tive a oportunidade de conversar com os responsáveis pelo marketing e fui muito bem atendido. Além disso, havia vários modelos nas mais diversas versões para serem apreciados.















Com certeza o maior destaque do estande da Ford (além do Mustang que vocês já viram) foi o Fusion híbrido. Assim como o Toyota Prius, ele também opera com energia elétrica armazenada através de baterias recarregáveis pela frenagem e outras operações do motorista, independendo da recarga pela tomada. Além disso, o motor a combustão e o câmbio CVT trazem uma dirigibilidade muito boa.













Esse é o motor de três cilindros usado no Fiat Mobi. Com certeza ele é um dos maiores destaques do estande. Ali existe uma animação que permite mostrar o funcionamento do motor.



Fiat Toro, a picape recém lançada da marca italiana.























O estande da GM estava cheio dos seus modelos top de linha. Eu tive a oportunidade de entrar em diversos deles e olhar de perto, e meu destaque vai para o Cruze turbo, que também segue a tendência de motores pequenos e potentes.







Eu fui muito bem atendido no estande da Kia. Entrei em alguns modelos mas o Mohave me chamou a atenção. As linhas desse SUV que por sinal é a diesel me agradam bastante.





O estande da Jeep também estava cheio de carros interessantes. Entrei em algumas Cherokee e o acabamento delas, em todas as versões, é fantástico. A impressão que eu tive do Renegade é que a posição de dirigir é idêntica à da Fiat Toro. Acredito eu que é por ter a mesma mecânica.


A Troller também marcava presença com vários T4 expostos.




O estande da Dodge é muito bom. As Dodge Ram são caminhonetes muito robustas e enormes. Ao entrar nelas, a sensação é de estar guiando um caminhão pela altura, o que me agrada. 




E olhando para o estacionamento de cinco andares, um pertencente a cada montadora, eu me lembrava que precisava pegar a Castello Branco para voltar para casa.
Se Deus quiser, em 2018 eu trago mais um post assim trazendo fotos de um evento tão especial como esse. Quero reiterar aqui o meu muito obrigado a todos aqueles que me atenderam tão bem neste evento, a você que está lendo esse post e ao meu pai pelo incrível dia que passamos juntos.
Mais uma vez, muito obrigado!

14 comentários:

  1. Filho querido!! Hoje não tecerei um comentário longo, mas o suficiente para dizer, aos outros Pais que acessam este magnífico e magnânimo blog, que quando perceberem que seus filho tem.uma certa admiração por determinada coisa, interesse por esta ou outra área, por favor, incentive ao máximo a sua criança... Criança porque isso começa desde quando ela é criança... Comigo sempre foi assim, o garotão que vos escreve, é de fato apaixonado pir carros, e destacando sempre o antigomobilismo como ele diz, e abrindo o coração para o FUSCA....! Ontem, mais uma vez, vivi com.ele, na companhia dele, algo inarrável, a alegria, caminha ao lado da Felicidade... Ontem foi assim, momentos de intensas alegrias, que resultam na tão sonhada Felicidade... Eu agradeço a Deus, ao meu Filho e a cada um de vocês que acessam o blog dele...obrigado de coração... Filho... Te amo cara é eu que agradeço pela sua companhia comigo nesse Evento, mais um dos muitos que vamos comparecer...felicidades a todos. Abração

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    1. Eu é que lhe agradeço por tudo, pai. É muito bom ter sonhos realizados e dias felizes junto contigo. Quando se tem o apoio da família, todos os nossos sonhos estão mais perto da realidade.
      Muito obrigado!!
      Grande abraço!!

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  2. Show de bola o salão, porém, o que escutei falar é que essa coisa do "downgrade" de motores seria abandonada e que as montadoras lá fora iriam voltar para os motores mais potentes novamente, pois dizem que esses motores 1.0 de três cilindros são mais poluentes que um de maior cilindrada de quatro cilindros. Agora, pra mim, com certeza o destaque foi esse Gol GT, cuja ideia da Volks foi ótima, mas na prática se ela resolver lançar no mercado provavelmente vai encalhar devido aos altos preços dos carros aqui no Brasil e levando em conta que ultimamente o consumidor mal está pagando o preço do Gol 1.0 comum.

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    1. É a tal coisa... O "pulo do gato" desses motores menores é geralmente a injeção direta ou o turbo, dando uma melhorada no desempenho e principalmente no torque, fazendo com que se acelere menos. Acredito eu que um motor de três cilindros aspirado somente e com uma injeção eletrônica convencional não traga muita diferença. Quanto ao Gol GT, eu não curto linhas muito futuristas, mas esse em especial me agradou bastante. O preço, a gente já sabe...vai ser nas alturas. Aliás, nenhum carro zero aqui no Brasil custa o que realmente vale.

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    2. É aquele tal negócio, aqui sempre recebemos as modificações feitas no resto do mundo por último, então provavelmente esses motorzinhos 1.0 três cilindros irão durar ainda muito tempo por aqui.

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    3. O Up é a prova viva disso. Ele é um carro que já é comum há muito mais tempo em outros países do que aqui. A vantagem é que pelo menos o modelo conta com ASR e ESP de série.

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    4. E pelo visto o UP se dá bem com esse motorzinho.

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    5. Eu nunca andei em um, mas dizem que o TSI é um verdadeiro capetinha.

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  3. O legal é que até os clássicos tiveram espaço. Gostei das fotos do Jimny, as do chassi revelam a robustez dele e aquele com teto aberto eu ainda não conhecia, sou muito fan desse Jipinho.

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    1. Segundo o Allan, da Suzuki, o Jimny Canvas, com o teto aberto, é lançamento. Muito provavelmente a inspiração veio dos Vitara e Samurai Canvas, jipes dos anos 90 da própria Suzuki com a mesma configuração. Eu tive um Térios, concorrente direto do Jimny nos anos 90 e posso atestar que esses carrinhos são muito bons fora do asfalto. O bacana é aquela caixa de transferência relativamente grande para um carro pequeno como ele. Grande abraço!

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    2. Aliás, sobre o Jimmy, gostei daquele modelo de 1975, ele poderia muito bem ser feito hoje, aliás, achei que era uma versão "retrô".

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    3. Sim! E ficaria muito bacana. Poderia seguir até mesmo o estilo do carro conceito da Citroen, porém mantendo linhas mais conservadoras.

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    4. A Jeep mesmo lá nos Estados Unidos lançou uma versão do Wrangler que lembra muito o tradicional Jeep Militar das antigas mas com toda a mecânica moderna de hoje.

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    5. Exatamente. A essência deve ser mantida sempre.

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