quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Montagem, desmontagem e instalação do dínamo do Fusca e outros VW a ar

Esse é o tipo de post que pode te ajudar a diagnosticar um problema que, com os anos, pode se tornar comum em um carro antigo. Se você já está me dando a honra da visita, não deixe de dar aquele like básico na página do Facebook e de seguir o blog também, tudo aqui a sua direita.
Ontem eu escrevi um breve post que tratava sobre o que as pessoas viam quando iam fazer compras antigamente. Naquelas linhas, eu falei sobre o avanço da tecnologia e o avanço da praticidade que ganhamos com o passar dos anos. Isso com certeza não foi diferente com os carros, que foram ganhando melhorias e se adequando as respectivas tecnologias de sua época de produção.
Se nós pararmos para analisar o projeto do nosso querido Fusquinha dos anos 30 para o último Fusca produzido no mundo no ano de 2003 no México, nós iremos notar inúmeras mudanças e melhorias no projeto para que a eficiência do carrinho fosse a melhor possível. Nos freios, ganhamos o sistema a disco na dianteira, o motor ganhou diversos aumentos de cilindrada, mudanças na construção e composição de peças, várias carburações e no último ano no México até uma injeção eletrônica multiponto. Na tapeçaria, tivemos as mais variadas cores e tipos de tecidos. A suspensão pelo mundo também teve diversas variações, como um sistema com barras de torção (como nos nossos Fuscas) até uma suspensão totalmente independente, como a IRS que equipou a Variant II e foi utilizada nos besouros em diversos países do mundo. No sistema elétrico, a tensão de operação foi trocada de 6 para 12 volts, a iluminação e acessórios elétricos foram mudando com o tempo, e a maneira com que a bateria era carregada também evoluiu, com a chegada do alternador no início dos anos 80. É exatamente do sistema de carga que falaremos no post de hoje.
Hoje em dia muitos carros antigos já passaram, de uma maneira geral, por alguns upgrades em alguns setores para sistemas mais modernos, como a retirada do sistema de ignição à platinado e a instalação de uma ignição eletrônica, por exemplo. Além desse upgrade, uma das maiores intervenções que são feitas em Fuscas e outros VW a ar que não usam a configuração do motor plano é a troca do dínamo (ou gerador) pelo alternador. Muitas vezes, quando um dínamo apresenta problemas, os profissionais da reparação automotiva acabam descartando a possibilidade de reparo e fazendo a instalação de um alternador, sistema que gera uma carga um pouco maior para a bateria.
Antigamente as coisas não eram bem assim. Quando alguma coisa quebrava, as pessoas buscavam uma solução consertando-a. O dínamo, ainda que carregue menos que um alternador, dá conta do recado tranquilamente em um Fusquinha que não tenha muitos acessórios elétricos. Se você tem um Fusca ou outro VW a ar com dínamo, tenha a certeza que esse post pode lhe ajudar a melhorar a capacidade de carga do sistema ou até mesmo resolver um problema caso ele exista.
Se a luz da bateria do seu VW a ar com dínamo acendeu, talvez o problema esteja nele. Com o passar dos anos, o dínamo (assim como o alternador ou o motor de arranque) tem suas peças internas desgastadas, demandando de uma manutenção. Para isso, eu trago para vocês hoje uma série de vídeos (todos bem curtos e simples de assistir) do Tonella mostrando a forma com que se tira e coloca o dínamo no cofre do motor, assim como a sua desmontagem, troca dos rolamentos, troca de escovas e avaliação do induzido.
Se você tem um VW a ar com alternador (inclusive algum com motor plano) e busca um material parecido, aqui no blog tem um post no mesmo estilo tratando do alternador.
Veja:

 


 


 


 


 


 

Espero ter ajudado na sua procura de um reparo ou revisão no dínamo do seu clássico!
 

3 comentários:

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