quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Onde se pode colocar água em um refrigerado a ar

Não, a pessoa que escreve para esse blog não enlouqueceu ao colocar um título desses. Mas, sinceramente, foi a primeira coisa que me veio a cabeça quando fui escrever esta publicação.
Uma das maiores vantagens que um Fusca poderia oferecer em relação aos seus concorrentes da época estava no seu sistema de refrigeração. Para um carro projetado nos anos 30, o simples e funcional sistema de refrigeração a ar era algo simplesmente fantástico. Ao mesmo tempo que todo o ar que passa por baixo do carro é capaz de refrigerar o motor através das aletas nas camisas dos cilindros e dos cabeçotes, ainda havia uma ventoinha responsável por refrigerar todo o óleo do motor que passa por um radiador.
Para um projeto de mais de 70 anos, a refrigeração a ar era tudo o que um motor boxer precisava para um bom funcionamento. Dado o pequeno espaço no cofre do motor da grande maioria da linha, seria muito complicado montar um radiador de água em algum lugar. Talvez o único modelo que poderia receber um radiador no cofre seria a Kombi, mas mesmo assim quando recebeu a configuração a diesel e até mesmo o motor 1.4 este foi parar na frente.
Por diversas vezes aqui eu disse que sou um grande admirador do marketing que a VW usava nas décadas passadas. Quase todas as propagandas e comerciais dos Fuscas, isso para não dizer todos, eram dotados de uma criatividade muito grande. Este aqui não é diferente. Com poucas palavras o recado foi totalmente dado.
Na propaganda que aparece ao final do post é mostrado um Fusca recebendo água. Sim, água. Porém, no reservatório de água para o lavador de parabrisa.
Isso mostra que água no Fusca ou em qualquer derivado só teria essa função, principalmente quando os refrigerados a água (que claro, são muito eficientes), ainda não contavam com toda a tecnologia possível para o sistema de refrigeração.
Veja:

 

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