quarta-feira, 21 de março de 2012

Perua VW Space Cross i-Motion é modesta e equilibrada.

Um tremendo carrão, como todos os VW!

Perua VW Space Cross i-Motion é modesta e equilibrada.


De modo bem discreto, o Volkswagen Space Cross se infiltrou no mundo dos modelos com apelo aventureiro. O termo “discreto” tem certa ambiguidade, pois serve para quando falamos do design da carroceria (desenho mais reservado para um carro que tem inspiração nos off-roads) e sobre o mercado (foram 295 unidades emplacadas contra 1.011 do Fiat Palio Weekend Adventure, na primeira quinzena de fevereiro, de acordo com a Fenabrave - Federação Nacional  da Distribuição dos Veículos Automotores).


             Baseada na Space Fox, perua de visual off-road mantém visual discreto (Fotos: Divulgação)

Sua primeira aparição foi em agosto do ano passado ao se apresentar como irmão da perua Space Fox Sportline. Como gêmeos não idênticos, eles são bem parecidos no visual e trazem quase a mesma lista de itens de série. A principal diferença entre os modelos é o preço (cerca de R$ 3 mil a mais pela versão caçula, quando comparadas as opções automatizadas), que tenta se justificar pela suspensão mais elevada e pelos apliques diferenciados no acabamento da carroceria, como molduras pretas nas caixas de roda e frisos nas laterais.
Em uma linha com duas configurações disponíveis, a manual e a automatizada, ambas com motor 1.6 bicombustível de 104 cv, levamos a com câmbio I-Motion para passear. Como em todos os modelos deste segmento, logo de cara já se percebe que eles só se vestem com trajes mais ousados, mas que não se atrevem a enfrentar a fundo terrenos embaraçosos. Não é que lhe falta coragem, mas, sim, ferramentas (como tração 4×4 ou como o sistema Locker -bloqueio de diferencial - do Fiat Palio Weekend) para desbravar locais complexos. Por outro lado, a suspensão é digna de elogios, passa por obstáculos sem transferir impactos desagradáveis aos viajantes. E, apesar de mais alta, a Space Cross não deixa a carroceria rolar em curvas.


A suspensão do Space Cross foi elevada em 33 mm na dianteira e 35 mm na traseira, em comparação à do SpaceFox

Fora das trilhas, o modelo de 1.197 kg não nega trabalho e é empenhado em agradar quem está atrás do volante. Por isso, seus 104 cv (quando abastecido com álcool) ficam disponíveis aos 5.250 rpm, já o torque de 15,6 kgfm é entregue aos 2.500 rpm. O câmbio automatizado de cinco velocidades dificulta a parceria com o restante do conjunto mecânico, pois as trocas dão leves trancos, o que acaba atrapalhando toda a desenvoltura do trem de força que quer agir, mas fica dependente da transmissão.
O modelo demora para ganhar velocidade, quando  o condutor precisa apertar o cerco contra o acelerador, de forma rápida, como em situações de ultrapassagens. Falta certo fôlego. Porém, entre os automatizados atualmente oferecidos, este é o que menos decepciona. De 0 a 100km/h, o Space Cross faz em 12 segundos, de acordo com a Volks. No quesito consumo misto, a perua sabe fazer economia, são 9,3 km/l  (na cidade/estrada), segundo a marca alemã.

                                  Space Cross (foto) custa R$ 3 mil a mais do que a Space Fox

A posição de dirigir é fácil de ser encontrada, o ajuste de altura do banco do motorista e a regulagem de altura e profundidade do volante (item opcional por R$ 400) são acertados ao ponto de oferecer conforto durante longas conduções. A boa ergonomia se completa com os comandos que ficam próximos à mão e muitos porta-objetos espalhados pela cabine.  O silêncio a bordo, mérito do eficiente isolamento acústico, torna o ambiente na cabine ainda mais agradável.
O espaço é amplo para a fileira da frente e para de trás, o que resulta em comodidade, garantida pelos 4,18 metros de comprimento, 2,46 m de distância entre-eixos, 1,68 m de largura e 1,59 m de altura. Por ser um carro com foco familiar, seu porta-malas de 430 litros abriga as bagagens sem dificuldade, no entanto, a área fica para trás quando comparada ao rival Fiat Palio Weekend Adventure (R$ 56.570), que tem espaço para 30 l a mais, e o Nissan Livina X-Gear (R$ 56.900), que tem um bagageiro de 449 l. Ambos os concorrentes são oferecidos com motores maiores e mais potentes. A perua da marca italiana é equipada com trem de força 1.8 l, automatizado (5 velocidades) de 132 cv e o modelo da montadora japonesa traz também propulsor 1.8 l automático (4 marchas) de 126 cv.


                                  Perua tem sensor de estacionamento na lista de itens de série


Cerca de R$ 5 mil mais caro do que seus inimigos, ele tenta se justificar para o consumidor, com a vantagem, por exemplo, de vir com sensor de estacionamento (útil em veículos deste porte), oferecido por R$ 639 no Palio Weekend Adventure e por R$ 350, como acessório, no Livina X-Gear. Por chegar como retardatário neste segmento, ele poderia trazer outros diferenciais para tentar compensar o preço e atrair mais clientes.


                                                       Fonte: Clique aqui!


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é muito bem vindo!